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  • Prevenção da Tendinopatia do Bíceps: Dicas Essenciais para Evitar Lesões

    Prevenção da Tendinopatia do Bíceps: Dicas Essenciais para Evitar Lesões

    A tendinopatia do bíceps é uma condição comum entre atletas, praticantes de musculação e pessoas que realizam atividades repetitivas com os braços. Caracterizada pela inflamação ou degeneração do tendão que liga o músculo bíceps ao ombro ou cotovelo, essa condição pode causar dor intensa e limitar os movimentos do braço. No entanto, com algumas práticas simples de prevenção, é possível evitar esse tipo de lesão. Confira abaixo as melhores estratégias para manter seus tendões saudáveis e longe das tendinopatias!

    O que é a Tendinopatia do Bíceps?

    A tendinopatia ocorre quando o tendão sofre microlesões ou sobrecarga repetitiva, levando a dor, inflamação e, eventualmente, à degeneração. No caso do bíceps, essa lesão pode afetar tanto a parte próxima ao ombro (tendão proximal) quanto a parte próxima ao cotovelo (tendão distal). Os principais fatores de risco incluem:

    • Movimentos repetitivos que sobrecarregam o braço.

    • Sobrecarga nos treinos de força sem preparo adequado.

    • Postura inadequada ao realizar atividades manuais ou exercícios.

    Dicas de Prevenção

    1. Fortalecimento Muscular Adequado

    O fortalecimento dos músculos do bíceps, ombros e do manguito rotador é essencial para prevenir a tendinopatia. Ao incorporar exercícios de fortalecimento específicos, como rosca bíceps, elevação lateral e exercícios com faixa elástica para o manguito rotador, você garante uma base muscular forte para suportar a carga diária sem sobrecarregar os tendões.

    Dica: Comece com pesos leves e aumente gradualmente a intensidade dos exercícios para evitar sobrecarga.

    2. Aquecimento e Alongamento

    Antes de iniciar qualquer atividade física, é essencial aquecer os músculos e tendões. O aquecimento prepara o corpo para o esforço, aumentando o fluxo sanguíneo para os músculos e tendões, reduzindo o risco de lesões. Além disso, o alongamento pós-treino ajuda a manter a flexibilidade muscular e previne encurtamentos que podem causar sobrecarga nos tendões.

    Dica: Invista pelo menos 10 minutos em aquecimento e alongamento antes e após o treino.

    3. Evite Movimentos Repetitivos

    Se sua rotina inclui atividades repetitivas que utilizam os braços, como digitação, levantamento de objetos ou esportes de raquete, tente fazer pausas regulares. Movimentos repetitivos sem descanso adequado aumentam o risco de inflamação dos tendões. Pausas curtas a cada 30 minutos podem aliviar a tensão acumulada nos tendões do bíceps.

    4. Técnica Correta nos Exercícios

    Erros na execução de exercícios são uma das principais causas de lesões nos tendões. Certifique-se de utilizar a técnica correta em atividades como levantamento de peso ou movimentos repetitivos. Trabalhar com um treinador ou fisioterapeuta pode ser uma ótima maneira de ajustar sua forma e evitar posturas inadequadas que causem sobrecarga nos tendões.

    Dica: Sempre que aprender um novo exercício, concentre-se primeiro na técnica e não na carga.

    5. Cuidado com o Sobrecarga no Treinamento

    O excesso de carga nos treinos de força, sem tempo adequado de recuperação, pode sobrecarregar os tendões do bíceps. Respeitar os limites do corpo e dar tempo suficiente para a recuperação é essencial para evitar a tendinopatia. Intervalos regulares entre treinos pesados ajudam a manter os tendões saudáveis.

    Dica: Programe dias de descanso ou treinos leves entre sessões intensas para evitar a sobrecarga.

    Sinais de Alerta

    Fique atento aos primeiros sinais de tendinopatia do bíceps, como:

    • Dor na parte frontal do ombro ou no cotovelo.

    • Fraqueza ao levantar objetos.

    • Rigidez e dor ao iniciar ou finalizar movimentos.

    • Sensibilidade na região do tendão.

    Caso sinta algum desses sintomas, consulte um especialista para avaliação e tratamento adequado antes que a lesão se agrave.

    Tratamento Precoce

    Se a tendinopatia do bíceps já se manifestou, o tratamento precoce é essencial para evitar que a condição se torne crônica. O uso de gelo, repouso e fisioterapia podem ser eficazes nas fases iniciais. Em casos mais avançados, tratamentos como infiltrações ou terapia com ondas de choque podem ser indicados.

    Conclusão

    Prevenir a tendinopatia do bíceps é simples quando você adota práticas corretas de treinamento, técnica e cuidados com os movimentos repetitivos. Incorporar essas estratégias na sua rotina pode evitar dores e lesões que prejudicam sua qualidade de vida e desempenho.

    Se você já apresenta algum desconforto nos tendões, não espere a dor piorar. Agende uma consulta com um especialista em ortopedia para avaliar o seu caso e receber orientações personalizadas.

    Dr. João Basmage – Ortopedia Geral e Cirurgia do Ombro e Cotovelo
    Se você está enfrentando dor ou limitação de movimento, agende sua consulta para um atendimento especializado

    📍 Campo Grande (MS)

  • Retirada de Pontos e Cuidados com a Ferida Operatória Após Cirurgia no Ombro: Tudo o que Você Precisa Saber

    Retirada de Pontos e Cuidados com a Ferida Operatória Após Cirurgia no Ombro: Tudo o que Você Precisa Saber

    A recuperação após uma cirurgia no ombro, como uma artroscopia ou reparo de manguito rotador, exige atenção especial aos cuidados pós-operatórios. Um dos aspectos mais importantes é o manejo adequado da ferida cirúrgica e a retirada dos pontos. Para garantir uma cicatrização saudável e prevenir complicações, é fundamental seguir as recomendações médicas.

    Quando os Pontos São Retirados?

    O tempo médio para a retirada dos pontos varia de acordo com o tipo de cirurgia e o processo de cicatrização individual de cada paciente. No entanto, a maioria dos cirurgiões recomenda a remoção dos pontos entre:

    • 10 a 14 dias após a cirurgia.

    Esse intervalo é considerado ideal para permitir que a pele se una adequadamente. Em algumas situações, como em cirurgias mais complexas ou quando há fatores que possam atrasar a cicatrização (como diabetes ou tabagismo), o tempo pode ser ligeiramente estendido.

    Se a cirurgia foi realizada por via artroscópica (com pequenas incisões), os pontos podem ser retirados em torno de 7 a 10 dias, dependendo da resposta do corpo à cicatrização. Já nas cirurgias abertas, onde há incisões maiores, o tempo de retirada pode ser mais próximo de 14 dias.

    Cuidados com a Ferida Operatória

    Manter a ferida operatória limpa e protegida é crucial para evitar infecções e garantir uma boa cicatrização. Aqui estão algumas dicas essenciais:

    1. Manter a Área Limpa e Seca

    Durante os primeiros dias após a cirurgia, a ferida operatória deve ser mantida seca e protegida de qualquer contaminação. O curativo que cobre a ferida deve ser trocado conforme orientações do médico. Geralmente, ele é mantido por 24 a 48 horas após a cirurgia, e trocas subsequentes podem ser feitas a cada 2 ou 3 dias, ou conforme a orientação.

    2. Evitar Molhar a Ferida

    A ferida operatória deve ser mantida seca até que o médico permita a remoção dos pontos. Isso significa evitar banhos de imersão, piscinas e praias. No banho, recomenda-se cobrir a área com plástico para evitar que a água entre em contato direto com a ferida.

    3. Monitorar Sinais de Infecção

    É fundamental observar a ferida operatória diariamente em busca de sinais de infecção, como:

    • Vermelhidão excessiva ou inchaço ao redor da ferida.

    • Presença de pus ou secreção amarelada.

    • Aumento da dor local.

    • Febre.

    Se qualquer um desses sintomas aparecer, é importante consultar o médico imediatamente.

    4. Não Manipular os Pontos

    Evite tocar ou manipular os pontos com as mãos sujas. Mexer na ferida ou tentar remover os pontos por conta própria pode causar infecções ou atrasar a cicatrização. A remoção dos pontos deve ser feita apenas por um profissional de saúde.

    5. Uso de Cremes ou Pomadas

    Dependendo do caso, o cirurgião pode prescrever o uso de cremes antibióticos para aplicar ao redor da ferida, prevenindo infecções e acelerando o processo de cicatrização. É importante seguir as recomendações quanto ao uso desses produtos.

    6. Atividade Física e Movimento do Ombro

    Nas primeiras semanas após a cirurgia, o movimento do ombro pode ser restrito para evitar tensão sobre os pontos. Siga as instruções do seu ortopedista sobre quando e como começar a mover o braço operado, principalmente se você está em reabilitação pós-cirúrgica.

    Quando Consultar o Médico?

    Além de monitorar sinais de infecção, é importante consultar o médico caso você note qualquer alteração no aspecto da ferida ou sinta que os pontos estão se soltando antes do tempo recomendado.

    Conclusão

    A retirada dos pontos após uma cirurgia no ombro geralmente ocorre entre 10 a 14 dias, mas é fundamental seguir as orientações do seu cirurgião para garantir uma recuperação adequada. Manter a ferida limpa e protegida é crucial para evitar complicações, como infecções, e garantir uma cicatrização saudável.

    Se você acabou de passar por uma cirurgia no ombro, entre em contato com seu médico para discutir os cuidados adequados com a ferida e o momento ideal para a retirada dos pontos.

    Dr. João Basmage – Ortopedia Geral e Cirurgia do Ombro e Cotovelo
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  • Uso de PRP no Tratamento da Artrose do Ombro: O Que Sabemos Até Agora

    Uso de PRP no Tratamento da Artrose do Ombro: O Que Sabemos Até Agora

    A artrose do ombro é uma condição degenerativa que desgasta progressivamente a cartilagem da articulação glenoumeral, causando dor e limitando a mobilidade. Tratamentos convencionais, como fisioterapia, anti-inflamatórios e infiltrações de corticoides, são amplamente usados. No entanto, o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), uma terapia regenerativa, está ganhando popularidade como uma alternativa mais natural e promissora. Neste artigo, exploraremos como o PRP funciona, seus benefícios e o que as pesquisas mais recentes indicam sobre sua eficácia.


    O Que é o PRP e Como Funciona?

    Plasma Rico em Plaquetas (PRP) é uma terapia que utiliza o sangue do paciente, processado para concentrar plaquetas e fatores de crescimento que promovem a reparação de tecidos. No tratamento da artrose do ombro, o PRP é especialmente benéfico por sua capacidade de reduzir inflamações e estimular a regeneração da cartilagem desgastada.

    Passo a Passo do Procedimento:

    1. Coleta de uma pequena amostra de sangue do paciente.

    2. Processamento do sangue em centrífuga para separar e concentrar as plaquetas.

    3. Injeção do plasma concentrado diretamente na articulação do ombro.

    Essa abordagem é minimamente invasiva, com baixo risco de efeitos colaterais, e aproveita o potencial regenerativo do próprio corpo.


    Benefícios do PRP na Artrose do Ombro

    O uso de PRP em condições ortopédicas tem sido estudado por sua capacidade de liberar fatores de crescimento que ajudam na reparação tecidual. Os principais benefícios incluem:

    • Redução da Dor: Muitos pacientes relatam alívio da dor após as injeções de PRP, principalmente devido à sua ação anti-inflamatória.

    • Melhora na Mobilidade: A regeneração da cartilagem favorece o ganho de mobilidade articular, ajudando o paciente a realizar atividades com maior conforto.

    • Alternativa Menos Invasiva: Em comparação com cirurgias, o PRP é minimamente invasivo e promove recuperação mais rápida, com menor risco de complicações.

    Principais Vantagens do PRP no Tratamento da Artrose:

    • Procedimento rápido e ambulatorial.

    • Baseado em terapia regenerativa natural.

    • Menos efeitos colaterais do que injeções de corticoides de longo prazo.


    O Que Dizem as Pesquisas?

    Estudos recentes indicam resultados promissores para o uso de PRP em pacientes com artrose leve a moderada no ombro, mas mais estudos são necessários para confirmar sua eficácia em longo prazo.

    • Revisão Sistemática: Uma análise de estudos publicados sugere que o PRP oferece alívio da dor e melhora da função para pacientes com artrose, mas reforça a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados para definir padrões de tratamento.

    • Estudos de Curto Prazo: Pacientes com artrose de ombro leve a moderada mostram melhora em dor e mobilidade após sessões de PRP, especialmente quando combinadas com fisioterapia.


    Comparação com Outros Tratamentos para Artrose do Ombro

    Embora o PRP seja uma opção atrativa, outros tratamentos continuam populares. Veja como ele se compara:

    • Corticoides: Proporcionam alívio rápido, mas os efeitos são temporários e o uso prolongado pode danificar os tecidos.

    • Analgésicos e Anti-Inflamatórios: Oferecem alívio da dor, mas não contribuem para a regeneração do tecido.

    • PRP: Com potencial regenerativo, o PRP atua na causa da dor, oferecendo uma solução mais duradoura e com menor risco de efeitos colaterais.


    Perguntas Frequentes sobre PRP e Artrose do Ombro

    Quantas sessões de PRP são necessárias para ver resultados?
    A quantidade varia conforme o paciente, mas muitos notam melhora com uma ou duas sessões. A frequência deve ser determinada pelo ortopedista.

    O PRP pode substituir a cirurgia em casos de artrose avançada?
    Para artrose avançada, a cirurgia pode ainda ser necessária. O PRP é mais indicado para casos leves a moderados, mas é essencial avaliar individualmente com seu ortopedista.

    Quais os efeitos colaterais mais comuns do PRP?
    Os efeitos colaterais são mínimos, incluindo leve dor no local da aplicação, que costuma desaparecer em poucos dias.


    Conclusão: O Potencial do PRP na Artrose do Ombro

    O uso de PRP para artrose do ombro é uma alternativa promissora para quem busca alívio da dor e recuperação da função de forma minimamente invasiva. Consultar um especialista é essencial para avaliar os benefícios e entender se o PRP é adequado para o seu caso.


    Dr. João Basmage – Ortopedia Geral e Cirurgia do Ombro e Cotovelo
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  • Dor no Ombro e Cotovelo: Principais Causas e Tratamentos

    Dor no Ombro e Cotovelo: Principais Causas e Tratamentos

    A dor no ombro ou no cotovelo pode surgir após uma queda, durante a prática de exercícios, por movimentos repetitivos no trabalho ou até mesmo sem uma causa evidente.

    Dependendo do problema, atividades simples como levantar o braço, vestir uma camisa, carregar objetos, trabalhar, treinar ou dormir podem se tornar dolorosas.

    Como o ombro e o cotovelo são formados por articulações, tendões, músculos, ligamentos, bursas, cartilagens, ossos e nervos, sintomas semelhantes podem ter causas diferentes. Por esse motivo, a localização da dor ajuda na investigação, mas não é suficiente para determinar o diagnóstico.

    Neste guia, você conhecerá as principais causas de dor no ombro e no cotovelo, os sinais que merecem atenção, como é realizada a avaliação ortopédica e quais tratamentos podem ser considerados.

    Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

    O que você encontrará neste conteúdo

    • O que pode causar dor no ombro e cotovelo

    • Como a localização da dor ajuda na investigação

    • Principais causas de dor no ombro

    • Principais causas de dor no cotovelo

    • Quando procurar atendimento médico

    • Como é feito o diagnóstico

    • Quais tratamentos podem ser indicados

    • Perguntas frequentes

    • Avaliação de ombro e cotovelo em Campo Grande

    O que pode causar dor no ombro e cotovelo?

    A dor nessas regiões pode estar relacionada a:

    • sobrecarga durante o trabalho ou exercício;

    • movimentos repetitivos;

    • aumento rápido da intensidade dos treinos;

    • quedas, acidentes ou impactos;

    • alterações nos tendões;

    • desgaste da cartilagem;

    • inflamação de bursas;

    • instabilidade articular;

    • rigidez após trauma ou imobilização;

    • fraturas;

    • irritação ou compressão de nervos.

    A localização da dor, a forma como o sintoma começou e os movimentos que pioram o desconforto ajudam a direcionar a investigação. No entanto, esses fatores não confirmam o diagnóstico de maneira isolada.

    A localização da dor pode indicar a causa?

    Dor na frente do ombro

    A dor na região anterior do ombro pode estar relacionada ao tendão do bíceps, ao manguito rotador ou a estruturas internas da articulação.

    Em alguns casos, o desconforto piora ao levantar objetos, elevar o braço ou realizar movimentos de rotação.

    Dor na lateral do ombro

    A dor na lateral do ombro é comum em alterações do manguito rotador e da bursa.

    Pode piorar ao levantar o braço, alcançar objetos acima da cabeça ou dormir sobre o lado doloroso.

    Dor na parte superior do ombro

    A dor na parte superior pode envolver a articulação acromioclavicular, localizada no encontro entre a clavícula e o ombro.

    O desconforto pode aumentar ao cruzar o braço à frente do corpo, realizar exercícios de peito ou apoiar-se sobre o lado afetado.

    Dor na parte externa do cotovelo

    A dor na parte externa do cotovelo é frequentemente associada à epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista.

    Ela pode piorar ao segurar objetos, utilizar ferramentas, abrir potes, apertar a mão ou realizar movimentos repetitivos do punho.

    Dor na parte interna do cotovelo

    A dor na parte interna pode estar relacionada à epicondilite medial, a alterações ligamentares ou à irritação do nervo ulnar.

    Em alguns pacientes, podem ocorrer formigamento, perda de força ou desconforto que se estende para o antebraço e a mão.

    Dor atrás do cotovelo

    A dor na região posterior do cotovelo pode envolver a bursa do olécrano, o tendão do tríceps ou a própria articulação.

    Também pode existir aumento de volume, sensibilidade ao toque ou desconforto ao apoiar o cotovelo.

    Dor persistente, perda de força ou dificuldade para movimentar o braço merecem uma avaliação direcionada para identificar a estrutura envolvida.

    Agende sua consulta aqui

    Principais causas de dor no ombro

    O ombro possui grande amplitude de movimento e depende do funcionamento conjunto de tendões, músculos, ligamentos e articulações.

    Por isso, diferentes problemas podem provocar dor, perda de força, estalos ou limitação dos movimentos.

    Lesão do manguito rotador

    O manguito rotador é formado por tendões que ajudam a movimentar e estabilizar o ombro.

    Esses tendões podem apresentar sobrecarga, desgaste, inflamação ou rupturas parciais e completas.

    Os sintomas podem incluir:

    • dor ao levantar o braço;

    • dificuldade para alcançar objetos;

    • dor durante a noite;

    • perda de força;

    • dificuldade para dormir sobre o ombro;

    • limitação para atividades de trabalho ou exercício.

    O tratamento depende do tipo de lesão, da idade, do nível de atividade, da intensidade dos sintomas e do grau de limitação.

    Pode incluir adaptação das atividades, fisioterapia, medicamentos, infiltrações ou cirurgia em casos selecionados.

    Leia também: Guia de lesão do manguito rotador

    Capsulite adesiva ou ombro congelado

    A capsulite adesiva provoca dor e perda progressiva dos movimentos do ombro.

    O paciente pode apresentar dificuldade para:

    • colocar a mão nas costas;

    • vestir uma camisa;

    • alcançar objetos;

    • prender o cabelo;

    • colocar o cinto de segurança;

    • realizar movimentos de rotação.

    A rigidez costuma interferir de forma importante nas atividades diárias.

    O tratamento pode envolver controle da dor, exercícios orientados, fisioterapia e infiltração em situações específicas.

    Leia também: [INSERIR LINK — Capsulite adesiva]

    Artrose do ombro

    A artrose ocorre quando existe desgaste da cartilagem que reveste a articulação.

    Os principais sintomas são:

    • dor;

    • rigidez;

    • estalos;

    • perda de mobilidade;

    • dificuldade para elevar o braço;

    • dor noturna;

    • limitação das atividades diárias.

    O tratamento inicial costuma ser conservador e pode incluir adaptação das atividades, fisioterapia, medicamentos e infiltrações.

    Nos casos avançados, quando existe dor persistente e perda funcional importante, a cirurgia pode ser considerada.

    Leia também: [INSERIR LINK — Artrose do ombro]

    Artrose acromioclavicular

    A artrose acromioclavicular afeta a articulação localizada na parte superior do ombro.

    A dor pode piorar ao cruzar o braço à frente do corpo, realizar exercícios de peito, carregar peso ou dormir sobre o lado afetado.

    O tratamento pode incluir adaptação das atividades, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e cirurgia em casos selecionados.

    Leia também: [INSERIR LINK — Artrose acromioclavicular: causas, sintomas e tratamentos]

    Tendinite calcária

    A tendinite calcária ocorre quando há depósito de cálcio em um dos tendões do ombro.

    Alguns pacientes apresentam dor leve, enquanto outros desenvolvem crises intensas, inclusive durante a noite ou em repouso.

    O tratamento depende da intensidade dos sintomas, do tamanho e da localização do depósito.

    Pode incluir fisioterapia, ondas de choque, procedimentos guiados por imagem, infiltração ou artroscopia em casos selecionados.

    Leia também: [INSERIR LINK — Tendinite calcária]

    Luxação e instabilidade do ombro

    A luxação acontece quando a cabeça do úmero sai de sua posição habitual na articulação.

    Ela pode ocorrer após quedas, impactos, acidentes ou movimentos esportivos.

    Os sintomas incluem:

    • dor intensa;

    • deformidade;

    • incapacidade de movimentar o braço;

    • sensação de que o ombro saiu do lugar;

    • formigamento ou alteração da sensibilidade em alguns casos.

    Depois do primeiro episódio, alguns pacientes passam a apresentar instabilidade, insegurança durante determinados movimentos ou luxações repetidas.

    O tratamento pode envolver imobilização temporária, fisioterapia ou cirurgia de estabilização.

    Leia também: [INSERIR LINK — Luxação e instabilidade do ombro]

    Lesões do bíceps

    O bíceps possui tendões relacionados ao ombro e ao cotovelo.

    No ombro, podem ocorrer inflamação, desgaste ou ruptura do tendão da cabeça longa do bíceps.

    Os sintomas podem incluir:

    • dor na frente do ombro;

    • estalos;

    • hematoma;

    • perda de força;

    • alteração no formato do braço;

    • desconforto ao levantar objetos.

    O tratamento depende do local e da extensão da lesão, da idade, da intensidade dos sintomas e do nível de atividade do paciente.

    Leia também: [INSERIR LINK — Lesão do bíceps]

    Lesão SLAP

    A lesão SLAP afeta a parte superior do labrum, estrutura que contribui para a estabilidade do ombro.

    Pode ocorrer após quedas, tração no braço, luxações ou movimentos repetitivos acima da cabeça.

    Os sintomas podem incluir dor profunda, estalos, perda de desempenho, sensação de bloqueio e desconforto em determinados movimentos.

    O tratamento costuma começar com fisioterapia, controle da sobrecarga e adaptação das atividades.

    A cirurgia pode ser avaliada quando os sintomas persistem e existe limitação funcional relevante.

    Leia também: [INSERIR LINK — Lesão SLAP]

    Fraturas do ombro

    As fraturas podem atingir a clavícula, a escápula ou a parte superior do úmero.

    Geralmente surgem após quedas, acidentes ou impactos diretos.

    Os sintomas incluem:

    • dor intensa;

    • inchaço;

    • hematoma;

    • deformidade;

    • dificuldade ou incapacidade de movimentar o braço.

    Algumas fraturas podem ser tratadas com imobilização e acompanhamento. Outras exigem cirurgia, dependendo do tipo, do desvio e das características do paciente.

    Leia também: [INSERIR LINK — Fraturas do ombro]

    Principais causas de dor no cotovelo

    O cotovelo participa de movimentos de força, precisão, flexão, extensão e rotação do antebraço.

    Problemas nessa região podem estar relacionados à sobrecarga dos tendões, traumas, inflamação das bursas, rigidez ou desgaste articular.

    Epicondilite lateral

    A epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista, afeta os tendões inseridos na parte externa do cotovelo.

    Ela não ocorre apenas em jogadores de tênis. Também pode afetar pessoas que trabalham com ferramentas, digitam, cozinham, treinam musculação ou realizam movimentos repetitivos.

    Os sintomas podem incluir:

    • dor na parte externa do cotovelo;

    • dor ao segurar objetos;

    • desconforto ao abrir potes;

    • dor ao apertar a mão;

    • redução da força de preensão;

    • dificuldade para atividades de trabalho ou exercício.

    O tratamento geralmente começa com ajuste das atividades, controle da sobrecarga, fisioterapia e exercícios específicos.

    Infiltrações ou cirurgia podem ser avaliadas em casos selecionados, conforme o diagnóstico, o tempo de evolução e a resposta ao tratamento.

    Leia também: Epicondilite lateral: causas, sintomas e tratamentos

    Epicondilite medial

    A epicondilite medial afeta os tendões localizados na parte interna do cotovelo.

    Pode estar relacionada à musculação, esportes, trabalho manual e movimentos repetitivos do punho.

    Os sintomas mais comuns são:

    • dor na parte interna do cotovelo;

    • sensibilidade ao toque;

    • desconforto ao levantar peso;

    • dor em movimentos do punho;

    • redução da força.

    O tratamento costuma envolver controle da sobrecarga, adaptação das atividades e reabilitação progressiva.

    Leia também: [INSERIR LINK — Epicondilite medial]

    Bursite do olécrano

    A bursite do olécrano provoca aumento de volume na parte posterior do cotovelo.

    Ela pode surgir após apoio repetido sobre a região, trauma, inflamação ou infecção.

    Os sintomas podem incluir:

    • inchaço;

    • dor ao apoiar o cotovelo;

    • vermelhidão;

    • calor local;

    • sensibilidade ao toque.

    Quando existe febre, vermelhidão intensa, piora rápida ou saída de secreção, é importante procurar avaliação médica.

    Leia também: [INSERIR LINK — Bursite do olécrano]

    Lesão distal do bíceps

    O tendão distal do bíceps insere-se próximo ao cotovelo.

    A ruptura pode acontecer durante um esforço súbito, especialmente ao tentar segurar ou levantar uma carga elevada.

    Os sintomas podem incluir:

    • estalo;

    • dor na frente do cotovelo;

    • hematoma;

    • perda de força;

    • alteração no formato do braço;

    • dificuldade para girar o antebraço.

    A avaliação precoce é importante, principalmente em pacientes ativos, pois o tempo de evolução pode influenciar as opções de tratamento.

    Leia também: [INSERIR LINK — Ruptura distal do bíceps]

    Lesão do tríceps

    O tendão do tríceps está localizado na parte posterior do cotovelo e ajuda a estender o braço.

    A lesão pode surgir após uma queda, trauma direto ou esforço intenso.

    Os sintomas podem incluir dor posterior, inchaço e perda de força para empurrar objetos ou estender o cotovelo.

    O tratamento depende da extensão da lesão e do grau de perda funcional.

    Leia também: [INSERIR LINK — Lesão do tríceps]

    Rigidez do cotovelo

    A rigidez é a perda da capacidade de dobrar, estender ou girar o antebraço.

    Ela pode aparecer após:

    • fraturas;

    • luxações;

    • cirurgias;

    • imobilizações prolongadas;

    • artrose;

    • formação excessiva de cicatriz ou osso ao redor da articulação.

    O tratamento pode envolver fisioterapia, exercícios, órteses e cirurgia em casos persistentes.

    Leia também: [INSERIR LINK — Rigidez do cotovelo]

    Artrose do cotovelo

    A artrose do cotovelo é menos comum do que a artrose do joelho ou do quadril, mas pode provocar dor e limitação importantes.

    Os sintomas podem incluir:

    • dor;

    • rigidez;

    • estalos;

    • perda de movimento;

    • sensação de bloqueio;

    • dificuldade para atividades que exigem força.

    O tratamento pode envolver fisioterapia, adaptação das atividades, medicamentos, infiltrações e cirurgia em casos selecionados.

    Leia também: [INSERIR LINK — Artrose do cotovelo]

    Fraturas do cotovelo

    As fraturas podem atingir diferentes estruturas, como o olécrano, a cabeça do rádio e a parte inferior do úmero.

    Após um trauma, podem surgir:

    • dor intensa;

    • inchaço;

    • hematoma;

    • deformidade;

    • dificuldade para movimentar o braço;

    • perda de sensibilidade em alguns casos.

    O tratamento depende do tipo e do desvio da fratura. Pode variar entre imobilização, acompanhamento e cirurgia.

    Leia também: [INSERIR LINK — Fraturas do cotovelo]

    Quando procurar atendimento médico?

    Alguns sintomas indicam a necessidade de uma avaliação mais rápida.

    Procure atendimento com maior urgência quando houver:

    • deformidade após trauma;

    • ombro visivelmente fora do lugar;

    • incapacidade de movimentar o braço após queda ou acidente;

    • dor intensa após trauma;

    • perda súbita de força;

    • mão fria, pálida ou arroxeada;

    • perda importante de sensibilidade;

    • inchaço acentuado;

    • vermelhidão acompanhada de febre;

    • ferimento próximo a uma possível fratura;

    • saída de secreção na região do ombro ou cotovelo.

    Procure uma avaliação ortopédica quando houver:

    • dor que não melhora;

    • sintomas que retornam com frequência;

    • dor que interfere no sono;

    • dificuldade para elevar o braço;

    • perda de força;

    • rigidez;

    • limitação para trabalhar ou treinar;

    • dificuldade para realizar atividades do dia a dia;

    • piora progressiva dos sintomas.

    Uma avaliação clínica ajuda a diferenciar problemas dos tendões, articulações, músculos, ossos e nervos, evitando tratamentos genéricos ou procedimentos sem indicação adequada.

    Leia também: [INSERIR LINK — Quando procurar um ortopedista especializado em ombro e cotovelo?]

    [BOTÃO: VER HORÁRIOS DISPONÍVEIS]

    Como é feito o diagnóstico?

    A avaliação começa com uma conversa sobre o início dos sintomas, a localização da dor e as atividades que pioram o problema.

    Também podem ser investigados:

    • traumas anteriores;

    • tipo de trabalho;

    • atividades esportivas;

    • tratamentos já realizados;

    • presença de dor noturna;

    • perda de força;

    • sensação de instabilidade;

    • formigamento;

    • limitação das atividades diárias.

    Durante o exame físico, podem ser avaliados:

    • mobilidade;

    • força;

    • estabilidade;

    • pontos dolorosos;

    • sensibilidade;

    • função dos nervos;

    • movimentos que reproduzem a dor.

    Exames de imagem não são necessários em todas as consultas.

    Quando indicados, podem incluir:

    • radiografia;

    • ultrassonografia;

    • ressonância magnética;

    • tomografia computadorizada.

    A escolha do exame depende da suspeita clínica.

    Uma ressonância magnética isolada não substitui a avaliação do paciente. Alterações observadas no exame precisam ser interpretadas em conjunto com os sintomas, o exame físico e o impacto funcional.

    Quais tratamentos podem ser indicados?

    O tratamento depende do diagnóstico, da gravidade dos sintomas, do impacto na rotina e dos objetivos do paciente.

    Nem todos os pacientes com dor no ombro ou cotovelo recebem o mesmo tratamento.

    Adaptação das atividades

    Pode ser necessário reduzir temporariamente movimentos que provocam sobrecarga.

    Isso não significa interromper todas as atividades de forma indiscriminada. O objetivo é controlar os sintomas sem gerar perda desnecessária de mobilidade ou condicionamento.

    Fisioterapia

    A fisioterapia pode ajudar a recuperar:

    • mobilidade;

    • força;

    • estabilidade;

    • controle dos movimentos;

    • capacidade para atividades diárias;

    • retorno gradual ao trabalho ou esporte.

    O programa deve ser ajustado ao diagnóstico e à fase do tratamento.

    Medicamentos

    Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados em algumas situações, conforme avaliação médica e possíveis contraindicações.

    O uso de medicamentos não substitui a investigação da causa da dor.

    Infiltrações

    As infiltrações podem ser indicadas para algumas condições articulares ou tendíneas.

    A escolha da substância, do local e do objetivo do procedimento depende do diagnóstico.

    Nem toda dor no ombro ou cotovelo tem indicação de infiltração.

    Dependendo da articulação ou estrutura a ser tratada, o procedimento pode ser realizado com auxílio de ultrassonografia para orientar o posicionamento da agulha.

    Leia também: [INSERIR LINK — Infiltrações no ombro e cotovelo]

    PRP e procedimentos ortobiológicos

    O plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP, pode ser considerado em algumas condições tendíneas e articulares, após avaliação do diagnóstico, do tempo de evolução dos sintomas e das características do paciente.

    A resposta ao tratamento varia, e o procedimento não é indicado para todos os casos.

    Por isso, a decisão deve fazer parte de um plano individualizado, associado ao controle de sobrecarga e à reabilitação quando necessários.

    Leia também: Tratamento com PRP

    Cirurgia

    A cirurgia pode ser considerada em situações como:

    • algumas fraturas;

    • luxações recorrentes;

    • rupturas traumáticas;

    • artrose avançada;

    • rigidez importante;

    • perda funcional relevante;

    • falha do tratamento conservador em casos selecionados.

    A decisão não depende apenas do exame de imagem.

    Também são considerados os sintomas, a perda de força, a limitação funcional, o tempo de evolução e os objetivos do paciente.

    Perguntas frequentes

    Dor no ombro pode irradiar para o braço?

    Sim. Problemas no ombro podem provocar dor que se estende pelo braço.

    Alterações na coluna cervical e nos nervos também podem causar sintomas semelhantes. Por isso, é importante avaliar a origem da dor.

    Toda lesão do manguito rotador precisa de cirurgia?

    Não.

    A decisão depende do tipo de lesão, da idade, da perda de força, do nível de atividade, da intensidade dos sintomas e da resposta ao tratamento conservador.

    Preciso fazer ressonância antes da consulta?

    Geralmente, não.

    A avaliação clínica ajuda a definir se algum exame é necessário e qual é o mais adequado para cada situação.

    Epicondilite lateral precisa de cirurgia?

    Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador.

    A cirurgia costuma ser reservada para casos persistentes e selecionados.

    Estalos no ombro significam lesão?

    Nem sempre.

    Estalos merecem maior atenção quando são acompanhados de dor, bloqueio, perda de força, limitação dos movimentos ou sensação de instabilidade.

    Dor no cotovelo pode ser causada por esforço repetitivo?

    Sim.

    Movimentos repetitivos no trabalho, no esporte ou durante exercícios podem sobrecarregar os tendões do cotovelo.

    Entretanto, outras condições também podem provocar sintomas semelhantes.

    Infiltração serve para qualquer dor no ombro?

    Não.

    A indicação depende do diagnóstico, da estrutura envolvida e do objetivo do tratamento. A infiltração deve ser considerada dentro de um plano individualizado.

    Qual médico trata dor no ombro e cotovelo?

    O ortopedista avalia problemas dos ossos, articulações, músculos, tendões e ligamentos.

    Em casos específicos, pode ser indicada a avaliação com um ortopedista com atuação em cirurgia do ombro e cotovelo.

    Avaliação de dor no ombro e cotovelo em Campo Grande

    Dores no ombro e no cotovelo podem ter origem em tendões, músculos, articulações, ligamentos, bursas, ossos ou nervos.

    Como diferentes problemas podem provocar sintomas semelhantes, o tratamento adequado depende da identificação da causa da dor e do impacto dela na rotina do paciente.

    Durante a consulta, são avaliados o início dos sintomas, a localização da dor, os movimentos que provocam dificuldade, a força, a mobilidade e o histórico de atividades, traumas ou tratamentos anteriores.

    Quando necessário, exames complementares podem ser solicitados de maneira direcionada.

    O objetivo é estabelecer um diagnóstico e construir um plano individualizado, considerando as necessidades, as atividades e os objetivos de cada paciente.

    Dor persistente, perda de força, limitação dos movimentos ou dificuldade para trabalhar, treinar e dormir merecem avaliação ortopédica.

    Dr. João Basmage
    Ortopedia Geral e Cirurgia do Ombro e Cotovelo
    Campo Grande — MS

    Contato: (67) 99637-9871